sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

A COURAÇA DA FÉ

Crônica de Margarete Solange
O ser humano é um sonhador. Sonha dormindo, sonha acordado. É fundamental que o homem tenha sonhos e lute pelos seus ideais. Mas, por vezes, alguns sonhos parecem fugir do alcance de nossos braços. Não que eles sejam propriamente inatingíveis, é que, às vezes, nossos braços são curtos para alcançá-los. É exatamente nesse momento que entra nossa fé. Porque pela fé alcançamos aquilo que humanamente parece impossível. “Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se veem.” (Hebreus 11:1) Precisamos exercitar e alimentar nossa fé. Aprendi desde cedo, com minha querida mãe, que Jesus pode todas as coisas. Ela tinha um jeito de falar que eu admirava bastante: sempre acreditava que conseguiria alcançar aquilo que pedia a Deus em oração. Tinha uma grande confiança em Deus. Todavia, naquela época eu era pequena demais para entender que esse proceder se chamava FÉ. Aprendi com ela que todos os nossos projetos se iniciam pela oração. E, se o seu alvo se mostrasse escapando do seu alcance, ela reforçava as orações, fazendo votos ao nosso Deus. Com isso, exercitava sua fé e a minha. Considero a minha fé uma rica herança de minha mãe, visto que “a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus.” e eu cresci ouvindo os seus testemunhos acerca dos feitos de Jesus. Quando pequena, ouvia muita gente falar de milagres, mas não sentia em algumas pessoas ou religiões a convicção que eu sentia quando minha mãe falava. Existia muito de superstição na fé de algumas pessoas, enquanto que no falar dos crentes, eu sentia uma coisa diferente, algo vivo que mexia comigo de maneira sobrenatural. E era essa fé viva que eu desejava ter dentro de mim desde pequenina. O mover do Espírito que eu sentia no meio dos crentes, atraia-me, tocava-me profundamente. Esse mover era o mesmo que, nos tempos de Cristo, agitava as águas do tanque de Betesda, onde o paralítico aguardava há 38 anos. Esse mesmo mover das águas ainda alegra o povo de Deus, fazendo-os saltar em glórias e aleluias. Hoje compreendo o real significado do mover dessas águas: é o fogo do Espírito, o pentecostes que iniciou com os primeiros cristãos, aqueles para quem Jesus lançou um singelo convite, dizendo: “Vinde a mim”.





Fonte 
Margarete Solange, 
O crente não escolhe, 
é um escolhido.
Editora Queima Bucha, 
2011


Postado em 28/maio/2010 no blog pensoefalo.blogspot.com

Margarete Solange
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