sábado, 20 de junho de 2015

Hospitalidade: Sinceridade de Coração


      A essência da pureza é sermos livres de duplicidade ou segundas intenções, tendo sinceridade de coração (gr. aploteti, lit. "singularidade" ou sinceridade", Ef 6.5). Essa é a mesma raiz de totalidade e integridade. Quanto Tiago escreveu "vós que sois de ânimo dobre, limpai o coração" (Tg 4.8), igualou impureza com, literalmente, ter um "coração fingido" (Sl 12.2). Ele advertiu seus leitores a procurarem a pureza e a unidade de coração para com Deus.
      Quando Jesus chamou de bem-aventurados os "li de coração" (Mt 5.8), afirmou que a verdadeira felicidade é amar a Deus de todo o nosso coração, desejando que toda a sua vida o louve. Em outras palavras, pureza requer a remoção de tudo o que pode nos separar da santa presença de Deus (Hc 1.13).
      No Antigo Testamente, emissões corporais - como secreções ou feridas abertas relacionadas com uma doença, um fluxo menstrual ou seminal - causavam impureza ritual (Lv 15). Até mesmo o nascimento de uma criança era considerado impuro - provavelmente por causa do sangramento (Lv 12.1-8) -, assim como a perda de sangue e o contato com os mortos, ambos associados à morte (Nm 19.11).
      Ser "puro de coração", entretanto, envolve limpeza interior: "Cria em mim, ó Deus, um coração puto" (Sl 51.10). Enquanto a palavra do grego clássico para "puro" (katharos) significa estar livre de dívida ou culpa, a utilização bíblica inclui mais do que perdão. Ser puro significa ter uma mente única - livre do conflito de uma personalidade dividida. É estar livre de falsidade, hipocrisia ou máscara. A mulher que está em contato direto com Jesus Cristo será pura no coação e na vida (2Tm 2.21-22).
      Todo aquele que tem a esperança de ver Deus "a si mesmo se purifica... assim como ele é puro" (1Jo 3.3). Tal pessoa começa e mantém um relacionamento de amor com Deus baseado na integridade e singularidade de propósito. Uma vida pura não pode existir sem um coração puto firmado no Senhor.

(Texto extraído da Bíblia da Mulher - pág. 2037)

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